Com a chegada do verão, saiba como não errar no uso do filtro solar

Tudo está diferente neste verão que acontece bem em meio a uma pandemia, inclusive o uso do filtro solar. Tanto a utilização de máscaras quanto a maior permanência dentro de casa por causa das recomendações de isolamento implicam em novos cuidados na aplicação do produto, segundo os médicos.

O dermatologista André Braz, do Rio, lembra que uso da máscara provoca um abafamento sobre a pele que, combinado ao filtro, pode provocar espinhas. Isso não deve servir de desculpa para deixar qualquer um dos dois de lado, mas a boa notícia é que há como amenizar a situação. Uma dica é usar tipos diferentes no rosto: a área descoberta da face vai protegida pelos mais espessos, enquanto uma versão oil free é aplicada sobre a pele por baixo do tecido. “Mas é importante lembrar que eles são mais leves e, portanto, duram menos. Se a pessoa suar, tem que reaplicar imediatamente”, salienta o médico.

Para quem vai pegar uma piscina ou uma praia, além de respeitar as regras de distanciamento, não é hora de negligenciar a proteção contra o sol. A dermatologista Vanessa Mussupapo, de São Paulo, lembra que, independentemente do fator de proteção, a aplicação precisa ser refeita a cada duas horas. “Afinal, mesmo embaixo do guarda-sol, você recebe a radiação refletida pela areia”, ilustra. Se caiu na água ou suou, a regra é clara: tem que passar uma nova camada imediatamente.

Se você desconhece a diferença entre os tipos físicos e químicos do produto, Vanessa também explica que os primeiros são mais espessos e funcionam quase como uma barreira de proteção. Eles, porém, são mais difíceis de ser encontrados no mercado. Como os químicos são bem mais populares, aqui vai mais uma recomendação: devem ser espalhados sobre a pele meia hora antes da exposição ao sol, já que funcionam justamente a partir de uma reação química com a pele.

Com tantas considerações sobre um mesmo produto, é normal que haja dúvida na hora de escolher o mais adequado. A professora de dermatologia da Unicamp Andréa Fernandes Eloy ressalta alguns aspectos básicos que sempre a serem levados em consideração. “O mais importante é o FPS, que não deve ser menor do que 30. Outro ponto é a proteção contra os raios UVA, pois o FPS refere-se apenas ao raios UVB. Por determinação da Anvisa, os filtros solares devem apresentar pelo menos um terço de proteção UVA em relação ao FPS do rótulo”, detalha.

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